fbpx
Procurando por algo?

Álcool x direção: Detran faz palestra na FSADU

Raffael Rocha (Detran-MA) entre a superintendente da FSADU, Luciana Cordeiro, e a presidente Evangelina Noronha

O trânsito é um produto das nossas ações e escolhas. É aquilo que fazemos dele. Precisamos desmistificar a palavra acidente, que está no campo da imprevisibilidade. Se a maioria dos acidentes de trânsito é causada por excesso de velocidade, uso do celular ao volante e direção após uso de bebida alcóolica, e os motoristas sabem que esses atos são infrações, então não é acidente, é irresponsabilidade”. Assim o psicólogo Raffael Rocha, da coordenadoria de Educação para o Trânsito do Detran-MA, iniciou a palestra “Álcool e Direção” nesta quinta (28), na Fundação Sousândrade (FSADU), como parte do projeto Integra, de relacionamento com empregados.

Raffael Rocha: “Trânsito é produto de nossas ações”

A diretora-presidente da FSADU, Evangelina Noronha, agradeceu ao Detran-MA por ter aceitado o convite da Fundação para realizar a palestra de conscientização, bem como ter distribuído material informativo aos empregados. “O Órgão nos atendeu prontamente, e estamos muito gratos”, disse ela.

O tema “Álcool e Direção” foi escolhido pela FSADU devido à proximidade das festas de Carnaval, quando não apenas motoristas mas também os pedestres estão mais vulneráveis, como ressaltou o palestrante: “É um período em que aumentam muito os riscos no trânsito por causa dos deslocamentos de veículos aos vários pontos de brincadeiras”, frisou.

Segundo a Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet), o álcool é a segunda maior causa de mortes no trânsito no Brasil. O risco de um acidente fatal é multiplicado por 5 quando o motorista dirige a uma velocidade 50% superior à permitida ou com 0,5 g/L de álcool no sangue (equivalente a duas taças de vinho em média), conforme avaliação do Conselho de Segurança Viária da União Europeia.

Raffael Rocha explicou que o primeiro estágio da ação do álcool no organismo é o aumento do nível de ansiedade. “Nesta etapa, os motoristas tendem  a fazer ultrapassagens mais perigosas, a exceder a velocidade na via, a desrespeitar sinal vermelho e outras normas de circulação”. Noutro momento, segundo ele, o álcool vai reduzir a capacidade das pessoas de perceber a manobra de outros motoristas, diminuir a capacidade de reação diante de adversidades, causar sono, movimentos retardados e dificuldade de visibilidade. “Tudo isso vai gerar um contexto, uma condição de insegurança, tanto para o motorista quanto para as demais pessoas que compõem o trânsito”, diz.

Ele apresentou dados alarmantes do Brasil. Entre 2015 e 2016, por exemplo, houve 36 mil vítimas fatais por acidentes de trânsito, média de três mil mortes por dia. “Se pegarmos apenas uma dessas pessoas e imaginar que ela poderia ser mãe, pai ou avó, pertencente a uma família, veremos que o número de pessoas atingidas é muito maior que o número de vítimas fatais, que já é muito alto”, alerta. “E todas as estatísticas de acidentes começam antes, quando eu decido como devo me comportar”.

 

Referindo-se ao trânsito como um “relacionamento”, o psicólogo comparou as atitudes nas vias públicas como um relação afetiva. “É nocivo um relacionamento entre pessoas onde exista o egocentrismo, em que uma das partes pensa só em si. Alguém vai sair machucado deste relacionamento. No trânsito também é assim. Se cada motorista agir somente conforme a sua vontade, alguém poderá ser prejudicado”, disse, voltando ao termo responsabilidade. “Os veículos de grande porte devem são responsáveis pelos de menor porte e todos pelos pedestres”.

Diretor do Nacitec, Ivaldo Vidigal, falando sobre o PDH

Aos motoristas que dizem dirigir melhor quando estão alcoolizados, sob o argumento de ficarem mais cautelosos, o psicólogo afirma que isso não procede. “O álcool dá uma sensação de euforia que nos faz pensar que temos segurança, mas isso é uma falsa impressão de segurança, pseudo-sensação de domínio sobre este processo. Jamais misturem álcool e direção”.

INTEGRA- Integra é um dos projetos do Programa de Desenvolvimento Humano (PDH) da Fundação Sousândrade, com objetivo de oferecer palestras para maior integração entre os empregados. O Programa conta também com os projetos Movimenta, com foco na qualidade vida, e o Capacita, para incentivar a atualização de conhecimentos por meio de cursos. O PDH é desenvolvido pelo Núcleo de Apoio Científico e Tecnológico da FSADU- Nacitec, Núcleo de Informática  e Assessoria de Comunicação, como parte do Plano de Ações da Fundação Sousândrade 2019.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

INTEGRA-