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Soamar homenageia o poeta maranhense Sousândrade

Nesta segunda, 29, a Sociedade dos Amigos da Marinha do Maranhão (Soamar- MA) fez uma homenagem ao poeta maranhense Joaquim de Sousa Andrade, o Sousândrade, descerrando quadro com um trecho do poema O Guesa, Canto Nono, de 1871, e a foto do escritor que dá nome à Fundação Sousândrade (FSADU).

Presidente Evangelina Noronha

A diretora-presidente da FSADU, Evangelina Noronha, participou da homenagem, entre literatos, artistas e os integrantes da Capitania dos Portos que comemorava seus 173 anos de existência no Maranhão. “Estamos honrados por participarmos desta cerimônia de reconhecimento ao filho ilustre do Maranhão”, disse a presidente.

Um dos momentos altos da homenagem foi a fala do membro da Academia Maranhense de Letras, o doutor em Letras e conselheiro da FSADU, Sebastião Duarte. Ele, que desenvolveu sua tese de doutorado sobre a vida de Sousândrade, falou com segurança sobre o homenageado. “O trabalho sobre Sousândrade foi um dos que mais me deu felicidade. Sousândrade foi uma grande descoberta para mim”, iniciou.

Sobre Sousândrade- O poeta nasceu em Guimarães, interior do Estado, viveu durante 69 anos ( 1833 a 1902), período em que morou em São Luís, na França e nos Estados Unidos, retornando para a capital maranhense e residindo no casarão que hoje abriga a Soamar, no bairro Camboa. À época, o casarão chamava-se Quinta da Vitória, e a Soamar tem uma placa com essas informações na entrada principal de sua sede, numa outra demonstração de reconhecimento ao poeta.

“Quero dar os parabéns para a diretoria da Soamar pela iniciativa de preservar a história do Maranhão. Eu, que sou um eterno aprendiz, estou admirado pelas informações recebidas aqui sobre o poeta Sousândrade”, disse o comandante da Capitania, Márcio Dutra e Mello após descerrar a placa ao lado de Sebastião Duarte e do presidente da Soamar, Jobert José Salgado Filho.

Entre as curiosidades apresentadas pelo historiador, a de que o poema mais conhecido de Sousândrade- O Guesa, levou 50 anos para ser concluído. E que no início o poema chamava-se O Guesa Errante, mas que por as duas palavras terem o mesmo significado, foi rebatizado.

Também segundo a pesquisa de Duarte, Sousândrade foi um republicano fervoroso. “Muito antes de se falar em República”, emenda o professor. A bandeira do Maranhão é criação dele, inspirada na bandeira dos Estados Unidos. “Ele acrescentou a tarja preta para representar o povo negro do Maranhão”, disse Duarte. “Ele era uma figura obstinada pela educação, que estava sempre olhand0 o mundo fora da ótica convencional. É muito importante a Fundação guardar o nome dele, associando sua imagem à educação”, diz Sebastião Duarte, um dos cem instituidores da FSADU.

Outro momento de destaque foi a performance do ator Domingos Tourinho, interpretando  Sousândrade ao narrar parte da biografia e citando trechos de poesias.

Confira alguns registros abaixo.