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Maranhão no combate à febre amarela

Graça Lírio: “Vacinação é nossa rotina. Não há motivo para pânico”

Os recentes casos de febre amarela em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais provocaram aumento na procura pela vacina nos postos de saúde também no Maranhão, que há 23 anos não registra nenhum caso da doença. A superintendente de Epidemiologia e Controle de Doenças da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Graça Lírio, informa que os postos estão abastecidos com a vacina e que aqueles que já foram vacinados uma vez não precisam repetir a dose.
A Fundação Sousândrade é responsável pela gestão complementar dos serviços de proteção e controle dos projetos da SES. Segundo dados da Secretaria, o último caso de febre amarela foi em 1995, no município de Amarante. E de febre amarela silvestre, não urbana. Isto é, transmitida por mosquitos que vivem nas matas e na beira dos rios. Estes mosquitos picaram macacos contaminados e depois picaram pessoas que adoeceram.
O Estado é área de recomendação de vacina por parte do Ministério da Saúde, daí por que os postos de saúde são abastecidos o ano inteiro. “Faz parte da nossa rotina. Não é preciso pânico”, tranquiliza Graça Lírio.  Ela ressalta que a partir dos nove meses de idade, a criança já deve tomar a vacina de febre amarela. E dessa forma estará imunizada para o resto da vida. “Só é preciso repetir a dose os que tomaram vacina fracionada (não integral) ou quem precisar viajar para áreas de risco de transmissão ou onde é exigido certificado internacional fornecido pela Anvisa”, reforça ela, que orienta: “Devemos guardar bem o cartão de vacinação, tratá-lo como documento tão importante quanto qualquer outro”.
  • Quem pretende viajar para uma área de risco da doença precisa ficar atento ao prazo para efeito do imunizante. A vacina garante imunidade de 80% a 100% após 10 dias e de 100% após 30 dias.
  • Crianças menores de 9 meses, pessoas com alergia grave ao ovo, com câncer ou passaram por transplante não devem receber a dose da vacina. Aqueles com deficiência no sistema imune também devem consultar um médico para orientações.